Print Page | Contact Us | Report Abuse | Sign In | Join Today
jzwm_portugueseabstract_v34n2_2003

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 125-133, 2003

 

Título: Breve revisão das encéfalopatias espongiformes transmissíveis e orientações de manejo para os riscos associados a doença crônica debilitante em cevídeos mantidos em zoológicos.  

Autores: Dominic Travis, D.V.M., e Michele Miller, D.V.M., Ph.D. 

Resumo:  As encéfalopatias espongiformes transmissíveis ( EET ) representam um grupo emergente de doenças que têm sido rotuladas como "doenças prion" devido a recente caracterização do agente. As EETs são causadas por prions, que induzem doenças neurodegenarativas fatais no homem e nos animais. Algumas EETs (scrapie e kuru), têm ocorrido em ambos, homens e animais, há um longo período de tempo, enquanto outras como a encefalopatia espongiforme bovina e uma variante da doença de Creutzfeld-Jakob emergiram, ou foram amplamente descritas e reconhecidas, recentemente. No futuro, é óbvio que a comunidade médica será forçada a considerar estas doenças em humanos e animais. Este artigo ofereçe uma breve revisão das EETs de preocupação imediata para veterinários e biólogos de animais selvagens de vida livre e em zoológicos e sugere estratégias de manejo para a prevenção destas doenças, com especial atenção para a doença crônica debilitante de cervídeos na América do Norte. 

Palavras-chave: Encéfalopatia espongiforme transmissível, doença crônica debilitante, cervídeos cativos, orientações. 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 134-138, 2003 

 

Título: Uma revisão de agonistas adrenoreceptores alfa 2 e o  desenvolvimento de hipoxemia em ruminantes selvagens e domésticos. 

Autores: Matt R. Read, D.V.M., M.V.Sc. 

Resumo: Alfa 2 agonistas são comumente utilizados em combinação com outros agentes anestésicos para imobilizar químicamente animais selvagens e podem, potencialmente, provocar hipoxemia grave em ruminantes selvagens. Em alguns ruminantes domésticos, estão associados a alterações significantes no parênquima pulmonar, aumento da mistura venosa, edema pulmonar e hipoxemia. A imobilização segura e eficaz destes animais requer  dos mecanismos por trás destas alterações e os métodos para compensar estes efeitos, incluindo o uso de oxigênio suplementar. 

Palavras-chave: Alfa2 agonistas, anestesia, hipoxemia, oxigênio, ruminante, animal selvagem. 

 

 Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 139-143, 2003  

 

Título: Identificação de Haemobaronella felis (Mycoplasma haemofelis) em felinos não domésticos em cativeiro. 

Autores: Monika Haefner, D.V.M., Thomas J. Burke, D.V.M., M.S., Barbara E. Kitchell, D.V.M., Ph.D.,Dipl. A.C.V.I.M., Leigh A. Lamont, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.V.A., David J. Schaeffer, Ph.D., Melissa Behr, D.V.M., Dipl. A.C.V.P. e Joanne B. Messick, V.M.D., Ph.D., Dipl. A.C.V.P. 

Resumo: Este estudo foi realizado para determinar se a Haemobartonella felis (Mycoplasma haemofelis), agente bacteriano causal da anemia infecciosa felina, pode infectar felinos não domésticos. Foram realizadas contagens sanguíneas rotineiras completas e reação em cadeia da polimerase (PCR) para detectar o gene 16S RNA ribossomal  para o organismo. Sessenta e quatro amostras de sangue de 54 felinos não domésticos foram colhidas, incluindo tigres (Panthera tigris), guepardos (Acinonyx jubatus), leões (P. leo), suçuarana (Felis concolor), leopardo-das-neves (P. uncia) e onça-pintada (P.onca). De alguns felinos foram colhidas amostras em duas ou três datas diferentes. Dois tigres foram positivos para H. felis pela análise de PCR. Como préviamente descrito em gatos domésticos, a parasitemia parece ser intermitente nos felinos não domésticos. 

Palavras-chave : Haemobartonella felis, Mycoplasma haemofelis, felinos não domésticos, reação em cadeia da polimerase.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 144-152, 2003 

 

Título: Avaliação ultra-sonográfica da articulação intertársica de grou-das-dunas (Grus canadensis). 

Autores: Kathleen A. Linn, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.V.S., Alison L.Templer, D.V.M., Joanne R. Paul-Murphy, D.V.M., Dipl. A.C.Z.M., Robert T. O'Brien, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.V.R., Barry K. Hartup, D.V.M., Ph.D. e  Julia A. Langenberg, V.M.D.  

Resumo:  Ossificação do tendão na inserção e regiões tarsometatársicas  de grous  dificulta a avaliação ultra-sonográfica em toda a região, exceto  nas articulações, onde a ossificação é ausente. A anatomia ultra-sonográfica normal da articulação intertársica no adulto de grou-das-dunas da Flórida (Grus canadensis pratensis) é descrita com base na ultra-sonografia realizada nos membros de um cadáver, que foi dissecado, e subseqüentemente, seccionado transversalmente, para correlacionar as imagens ultra-sonográficas com as estruturas anatômicas. Nas articulações intertársicas de cinco grous-das-dunas normais e de dois exemplares com anormalidades intertársicas conhecidas, foram então realizados exames ultra-sonográficos bilaterais, em planos transverso e sagital. As imagens ultra-sonográficas podem ser utilizadas  na avaliação das estruturas de tecidos moles, nos aspectos doral e plantar da articulação intertársica de grous e é um complemento útil ao exame físico e radiográfico para a localização de lesões nesta área. 

Palavras-chave:  Grou-das-dunas (Grus canadensis), Grus, ultra-som, articulação intertársica, anatomia dos membros das aves. 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 153-158, 2003 

 

Título: Avaliação do propofol e da combinação medetomidina-cetamina para imobilização de curta duração de esturjão do Gôlfo do México (Acipenser oxyrinchus de soti). 

Autores: Gregory J. Fleming, B.B.A., D.V.M., Darryl J. Heard, B.Sc., B.V.M.S., Ph.D., Dipl. A.C.Z.M., Ruth Francis Floyd, D.V.M., Dipl. A.C.Z.M. e Alan Riggs, D.V.M.  

Resumo: Protocolos anestésicos parenterais para imobilização de curta duração foram avaliados em 20 exemplares de esturjão do Gôlfo do México (Acipenser oxyrinchus de soti) com 4 anos de idade. Um teste dose-resposta inicial determonou a eficácia tanto do propofol (3,5-7,5 mg/kg, i.v.) quanto de combinações de medetomidina (0,03-0,07 mg/kg, i.m.)- cetamina (3-7 mg/kg, i.m.). Um estudo subseqüente avaliou os efeitos fisiológicos da anestesia induzida com propofol (6,5 mg/kg, i.v.) e anestesia induzida com a combinação de medetomidina ( 0,06 mg.kg, i.m.) - cetamina (6 mg/kg, i.m.). Os efeitos da medetomidina foram revertidos aos 30 minutos com atipamezole (0,30 mg/kg, i.m.). Ambos protocolos promoveram imobilização de curta duração adequada para procedimentos diagnósticos menores. Esturjões que receberam propofol apresentaram plano superficial de anestesia em 5 minutos após a admnistração da droga, enquanto apenas 30% do grupo com medetomidina-cetamina alcançou plano superficial de anestesia no mesmo período de tempo. Ambos, propofol e a combinação medetomidina-cetamina, resultaram em leve bradicardia e depressão respiratória aparente, com o propofol produzindo efeitos mais profundos. Nas doses utilizadas neste estudo, ambos, propofol e a combinação medetomidina-cetamina, efetivamente induziram um plano leve de anestesia. Os períodos de indução foram mais curtos no grupo do propofol. 

Palavras-chave: Esturjão do Gôlfo do México (Acipenser oxyrinchus de soti), anestesia, cetamina, medetomidina, propofol, imobilização. 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 159-162, 2003 

 

Título: Valôres hematológicos e bioquímica sérica em duas espécies de ouriços (Coendou prehensilis, Coendou melanurus) de vida livre, na Guiana Francesa. 

Autores: Brigitte Moreau, Ph.D., J. Christophe Vié, D.V.M., Philippe Cotellon, Ph.D., Ingrund De Thoisy, D.V.M., Annie Motard, Ph.D. e Christian P. Raccurt, M.D. 

Resumo: Indivíduos de duas espécies de ouriços (Coendou prehensilis, Coendou melanurus) foram translocados durante a inundação da floresta no enchimento da reprêsa de uma hidroelétrica na Guiana Francesa. Amostras de sangue foram colhidas por 11 meses para determinar valôres de referência hematológicos e bioquímicos séricos, valôres médios e amplitudes de variação,  assim como, realizada pesquisa de parasitas sanguíneos. Machos de C. prehensilis apresentaram níveis significativamente mais altos de hemoglobina, hematócrito, creatinina e potássio, do que fêmeas da mesma espécie. Os exemplares de Coendou prehensilis mostraram níveis significativamente mais baixos de amilase e mais elevados de creatinina, calcio, lactato desidrogenase e gama glutamil transferase do que os C. melanurus.  

Palavras-chave: Hematologia, bioquímica sérica, Coendou prehensilis, Coendou melanurus, ouriço, Guiana Francesa. 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 163-170, 2003 

 

Título: Comparação da eficácia e efeitos cárdio-respiratórios de protocolos anestésicos baseados em medetomidina em lêmures-da-cauda anelada (Lemur catta). 

Autores: Cathy V. Willians, D.V.M., Kelly M. Glenn, B.A., Jay F. Levine, D.V.M., M.P.H. e Willian A. Horne, D.V.M., Ph.D., Dipl. A.C.V.A.  

Resumo: A eficiência relativa e os efeitos cárdio-respiratórios de combinações anestésicas injetáveis contendo medetomidina, foram avaliados em lêmures-da-cauda anelada (Lemur catta). Além disto, os efeitos diretos da medetomidina sôbre a freqüência cardíaca e pressão sanguínea, foram avaliados em lêmures anestesiados com isoflurano. Para a anestesia injetável, os lêmures adultos cativos foram anestesiados com medetomidina e cetamina (0,04-0,06 mg/kg, i.m. e 3 mg/kg, i.m., respectivamente), ou com o uso de medetomidina, butorfanol e cetamina (0,04 mg/kg, i.m., 0,4 mg/kg, i.m. e  3 mg/kg, i.m., respectivamente), ou medetomidina, butorfanol e midazolan (0,04 mg/kg, i.m., 0,4 mg/kg, i.m. e 0,3 mg/kg, i.m., respectivamente). Na anestesia inalatória, os lêmures induzidos e mantidos com o uso de máscara com isoflurano por 30 minutos antes de receberem a medetomidina (0,04 mg/kg, i.m.). A sedação produzida pela combinação medetomidina-cetamina foi imprevisível e de curta duração. Ambos, medetomidina-butorfanol-cetamina (MBC) e medetomidina-butorfanol-midazolan (MBMz), produziram anestesia adequada para exames físicos de rotina; no entanto, os efeitos do MBMz persistiram por mais tempo do que o MBC. As freqüências cardíaca e respiratória estavam dentro de limites clinicamente normais em todos os grupos e os lêmures mantiveram-se normotensivos durante todo o estudo. Efeitos colaterais comuns como hipertensão e bradicardia associados ao uso de combinações de agonistas de receptores a2-adrenérgicos em outras espécies, não foram observados. Da mesma forma, a admnistração de medetomidina não apresentou efeito sôbre a freqüência cardíaca nos lêmures que receberam isoflurano. Os lêmures de todos os grupos foram bem ventilados e permaneceram bem oxigenados durante todos os procedimentos, sendo que a pressão parcial arterial de O2 mais baixa ocorreu no grupo MBMz.  Todas as três combinações de medetomidina injetável foram efetivas nos lêmures-da-cauda anelada, mas apenas MBC e MBMz promoveram profundidade e duração adequadas de anestesia para o seu uso isolado. Para muitos precedimentos clínicos em lêmures, MBMz apresenta vantagens sôbre MBC, devido às suas mais longa duração de ação e mais rápida e completa reversibilidade obtidas com antagonistas específicos. 

Palavras-chave: Anestesia, lêmur-da-cauda anelada, Lemur catta, medetomidina, butorfanol, midazolan, cetamina.  

 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 171-178, 2003  

 

Título: Manutenção de concentrações plasmáticas de itraconazole após admnistração oral em tartarugas marinhas de Kemp (Lepidochelys kempi). 

Autores: Charles A. Manire, D.V.M., Howard L. Rhinehart, B.A., C.V.T., Gennethel J. Pennick, M.T., Deanna A. Sutton, Ph.D., Robert P. Hunter, M.S., Ph.D. e  Michael G. Rinaldi, Ph.D. 

Resumo: Estudos farmacocinéticos de agentes anti-fúngicos em répteis são incomuns. O itraconazole, que vêm sendo regularmente utilizado como tratamento profilático em tartarugas marinhas juvenis sofrendo de hipotermia (paralisia por frio), foi avaliado para manutenção da concentrações plasmáticas. De cinco tartarugas marinhas de Kemp (Lepidochelys kempi) recebendo diversas dosagens de  itraconazole em um programa de rehabilitação, foram colhidas amostras de sangue  no período de 24 horas para estimar a freqüência da dosagem. Subseqëntemente, foram colhidas amostras de sangue seriadas de tartarugas marinhas de Kemp, que estavam recebendo itraconazole em diversas dosagens como tratamento da paralisia por frio, por trinta dias, em vários intervalos, para avaliar as concentraçòes plasmáticas de itraconazole. Amostras de tecidos foram colhidas de um exemplar que morreu durante a rehabilitação. Concentrações plasmáticas de itraconazole ( e de hidroxitraconazole [OH-ITRA], um dos seus principais metabólitos bioativos), foram determinadas com o uso da técnica de cromatografia líquida de alta performence em fase reversa modificada e validada. As concentrações de  itraconazole nos tecidos foram determinadas por bioensaio como sendo muito maiores do que as concentraçòes plasmáticas obtidas em quaisquer das tartarugas. Na dosagem de 15 mg/kg, a meia-vida (t1/2) foi de 75 horas para itraconazole e 55 horas para OH-ITRA. Todas as dosagens produziram concentrações adequadas em algumas tartarugas, mas concentrações terapêuticas consistentes foram produzidas apenas nas dosagens de 15mg/kg a cada 72horas e 5mg/kg em dose única diária, sendo que esta última produziu a concentração plasmática mais alta.   

Palavras-chave: Itraconazole, hidroxitraconazole, réptil, tartaruga marinha de Kemp, Lepidochelys kempi, farmacocinética.  

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 179-183, 2003  

 

T'ítulo: Fibropapiloma cutâneo em leão-da-montanha (Felis concolor). 

Autores: F.Y. Schulman, D.V.M., A.E. Krafft, Ph.D., T. Janczewski, B.S., I. Mikaelian, D.V.M., J.Irwin, V.M.D. e K. Hassinger, V.M.D. 

Resumo: Um exemplar de leão-da-montanha (Felis concolor), com 12 anos de idade, desenvolveu, entre o lábio e o plano nasal, uma massa não-ulcerada, não-pigmentada, medindo 0,5 cm3.  O tumor foi removido cirúrgicamente e dianosticado histológicamente como fibropapiloma. O tumor recidivou 1 ano depois, quando foi novamente excisado e o diagnóstico reconfirmado pela biópsia. Tecido congelado da segunda excisão foi submetido ao teste da reação da cadeia da polimerase para papilomavírus. O produto do par de base-176 da reação pela cadeia da polimerase recuperado do tumor, foi clonado e seqüênciado. O papilomavírus apresentou 96% de homologia com papilomavírus préviamente recuperado de um fibropapiloma de gato doméstico e é o próximo mais íntimamente relacionado com o papilomavírus bovino tipo1. Este é o primeiro relato da ocorrência de fibropapiloma associado à vírus em leão-da-montanha. 

Palavras-chave: Puma, leão-da-montanha, Felis concolor, fibropapiloma, papilomavírus, sarcoide, reação pela cadeia da polimerase. 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 184-188, 2003    

 

Título: Micobacteriose em dois peixes-boi da Florida (Trichechus manatus latirostris), mantidos em cativeiro. 

Autores: Tsuneo Sato, D.V.M., Ph.D., Hisashi Shibuya, D.V.M., Ph.D., Shigeo Ohba, D.V.M., Toshio Nojiri, D.V.M., Ph.D. e Wataru Shirai, D.V.M., Ph.D. 

Resumo: Dois exemplares adultos,machos, de peixes-boi da Flórida (Trichechus manatus latirostris) morreram no aquário marinho da cidade de Inagi, Tóquio, Japão. Bactérias alcoo-ácido resistentes foram demonstradas em nódulos tuberculóides nos pulmões de ambos peixes-boi. Mycobacterium marinum e M. fortuitum foram isolados  de um animal; e M. marinum e M. kansasii foram cultivados do outro. Este relato confirma a patogenicidade e o desenlaçe potencialmente fatal da infecção micobacteriana em peixes-boi. Além disto, a resposta patológica à infecção por esta micobactéria em peixes-boi, é semelhante à aquela associada ao Mycobacterium spp. em outros animais. 

Palavras-chave: Micobacteriose, granuloma, peixe-boi, Mycobacterium marinum, Mycobacterium fortuitum, Mycobacterium kansasii, Trichechus manatus 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 189-193, 2003  

 

Título: Detecção de anticorpos IgG para Toxoplasma gondii exemplares jovens de canguru cinzento gigante (Macropus giganteus giganteus). 

Autores: David S. Miller, M.S., D.V.M., Charles Faulkner, Ph.D. e Sharon Patton, Ph.D. 

Resumo: Títulos seriados de anticorpos IgG para Toxoplasma gondii de três exemplares jovens de canguru cinzento gigante (Macropus giganteus giganteus), com sinais clínicos consistentes com toxoplasmose, foram comparados com os títulos de três outros exemplares jovens, clínicamente normais e com idade semelhante. O teste de aglutinação modificado foi utilizado para mensurar os anticorpos para T.gondii. Os resultados demonstraram decaimento dos títulos de anticorpos para T.gondii em 5 dos 6 animais. Os títulos de anticorpos foram semelhantes em animais com e sem sinais clínicos. Isto foi interpretado como uma indicação de que anticorpos IgG maternos para T.gondii foram transferidos para os jovens, presumívelmente pelo leite, em vez de indicar uma doença clínica. Portanto, os clínicos devem interpretar com cautela os resultados da sorologia para Toxoplasma em exemplares jovens de macropodos. 

Palavras-chave: Toxoplasma gondii, toxoplasmose, canguru, jovem, anticorpo materno 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 194-199, 2003  

 

Título: Nematodíase intra-ocular causada pelo Parelaphostrongylus tenuis em antílope eland (Taurotragus oryx). 

Autores: A. Era Gandolf, D.V.M., Mark W. Atkinson, B.V.Sc., M.R.C.V.S., Anne J. Gemensky, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.V.O., Jeff Hayes, D.V.M., M.S., Sheila Grimes, D.V.M., Ph.D. e Evan S. Blumer, V.M.D. 

Resumo: Um exemplar fêmea de eland (Taurotragus oryx), com 10 mese de idade, apresentou uveíte recalcitrante, progressiva e unilateral, por um período de 5 semanas, apesar do tratamento médico constante. Foi executada enucleação unilateral devido à cegueira e ao desconforto do animal, evidenciado por contínuo blefarospasmo. O exame histopatológico do olho demontrou a presença de larvas intra-oculares, morfológiocamente consistentes com Parelaphostrongylus tenuis, sendo o primeiro caso conhecido de migração intra-ocular de P. tenuis. Este animal foi subseqüentemente eutanasiado devido aos severos sinais nurológicos nào responsivos, associados à infecçào pelo P. tenuis

Palavras-chave: Parelaphostrongylus tenuis, Taurotragus oryx, antílope eland, verme meníngeo, uveíte. 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 200-201, 2003    

 

Título: Lontra da Eurásia (Lutra lutra), um hospedeiro definitivo para Dirofilaria immitis

Autores: Kiku Matsuda, D.V.M., Ph.D., Byeong-Kirl Baek, D.V.M., Ph.D. e Chae-Woong Lim, D.V.M., Ph.D.  

Resumo: Um macho e uma fêmea , adultos, de Dirofilaria immitis foram encontrados no ventrículo direito do coração de um exemplar macho de lontra da Eurásia (Lutra lutra), com dois anos de idade, naturalmente infectado, que morreu devido à severa congestão pulmonar, em um zoológico na Coréia do Sul. Ambos, embriões em desenvolvimento e microfilárias, estavam presentes no útero da fêmea de D. immitis. Embora microfilárias circulantes não tenham sido detectadas no sangue nem nos tecidos, a lontra da Eurásia pode servir como hospedeiro definitivo para D. immitis

Palavras-chave: Lontra da Eurásia, Lutra lutra, Dirofilaria immitis, verme do coração, hospedeiro definitivo.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 202-205, 2003  

 

Título: Imobilização de urso malaio (Helarctus malayanus) com medetomidina-zolazepam-tiletamina. 

Autores: Manabu Onuma, D.V.M. 

Resumo: Uma mistura de medetomidina (50,0 mg/kg, i.m.) e zolazepan-tiletamina (2,0 mg/kg, i.m.), imobilizou, com eficiência, 16 ursos malaios (Helarctus malayanus), por mais de 1 hora, com bom relaxamento muscular e efeitos mínimos na performance cardiorespiratória, durante 22 imobilizações. Todos os ursos foram imobilizados uma vez, exceto por 6 indivíduos, que foram imobilizados 2 vezes. O atipamezole (250 mg/kg, i.v.) reverteu efetivamente a sedação induzida pela medetomidina e também reduziu , significantemente, o tempo de recuperação. A freqüência respiratória dos ursos imobilizados não apresentou alterações significativas no decorrer do tempo. A temperatura corpórea retal e a freqüência cardíaca, diminuiram significantemente após 10 minutos de imobilização. Parâmetros bioquímicos séricos e hematológicos não apresentaram alterações significativas em 30 minutos de indução. 

Palavras-chave: Urso malaio, Helarctus malayanus, medetomidina, zolazepan, tiletamina, atipamezole 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(2): 206-207, 2003 

 

Título: O uso de hemocultura como método não letal para isolamento de bactérias de peixes. 

Autores: Ruth Ellen Klinger, M.S., Ruth Francis-Floyd, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.Z.M., Allen Riggs, D.V.M. e Peggy Reed.

Resumo: Descreve-se uma alternativa à eutanasia para diagnosticar infecções bacterianas sistêmicas em peixes, qual seja, uma metodologia simples de hemocultura não letal. Foram colhidas amostras de sangue da veia caudal de 20 indivíduos de cinco espécies de peixes, incubados em caldo de infusão cérebro-coração, e então distribuídos em placas de ágar sangue enriquecido. Nove destes peixes foram subseqüentemente eutanasiados e necropsiados para a confirmação das culturas de tecidos. Cinco espécies de bactérias foram isoladas das hemoculturas de nove peixes; e as culturas de tecido dos animais eutanasiados e necropsiados concordaram com os resultados das hemoculturas em todos os casos. Todos os peixes que não foram eutanasiados sobreviveram por 24 horas, no entanto, dois exemplares altamente parasitados, vieram a morrer subseqëntemente. 

Palavras-chave: Acipenser sp., Cyprinus carpio, hemocultura, isolamento bacteriano, esturjão, carpa.

Location

581705 White Oak Road
Yulee, FL 32097 USA

Contact Us

Local: (904) 225-3275
Fax: (904) 225-3289
Email:Admin@AAZV.org