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jzwm_portuguesabstract_v34n3_2003

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 231-238, 2003

 

Título: Blastomicose em felídeos não-domésticos.

Autores: Tomothy N. Storms, D.V.M., Victoria L. Clyde, D.V.M., Linda Munson, D.V.M., Ph.D., Dipl. A.C.V.P. e Edward C. Ramsay, D.V.M., Dipl. A.C.Z.M.

Resumo: Blastomicose foi diagnosticado em seis felídeos de Tennessee oriental, incluindo 2 leões asiáticos (Panthera leo persicus), 1 leão africano (Panthera leo), 1 tigre siberiano (Panthera tigris), 1 guepardo (Acinonyx jubatus) e 1 leopardo das neves (Panthera uncia). Sinais clínicos incluíram letargia, anorexia, perda de peso, dispnéia, espirros, ataxia e paresia. Alterações variáveis não específicas incluíram  leucocitose, monocitose, moderado desvio neutrofílico à esquerda, moderada hipercalcemia, hiperproteinemia e hiperglobulinemia. Radiografias torácicas revelaram mudanças alveolares e intersticiais, consolidação ou colapso de lobo pulmonar e massas pulmonares. Sorologia por imunodifusão em gel de agar (AGID) para Blastomyces dermatitidis  foi realizada em 5 felídeos e foi positiva em 3. O tigre tinha blastomicose cerebral  e foi positivo nos testes sorológicos AGID tanto no fluído cérebro-espinhal como no soro. Um aspirado pulmonar percutâneo no leopardo das neves e um aspirado bronquial em um leão asiático demonstraram organismos de B. dematitidis, enquanto amostras de lavados traqueal e descarga nasal foram não-diagnósticas em outros. Tratamento com itraconazole foi tentado em 4 gatos. O tigre melhorou antes da eutanásia, enquanto os outros não sobreviveram após o início do tratamento. Em 4 felídeos, B. dermatitidis foi encontrado nos pulmões e linfonodos traqueobronquiais, associado com reação piogranulomatosa; o tigre tinha encefalomielite piogranulomatosa e o guepardo tinha um granuloma pulmonar solitário. Radiografia torácica, exames citológicos de aspirados de lesão pulmonar e sorologia por AGID para B. dermatitidis devem ser realizados em felídeos clinicamente doentes mantidos em zoológicos em áreas endêmicas para descartar blastomicose.

Palavras-chaves: Blastomicose, Blastomyces dermatitidis, Panthera sp., Acinonyx jubatus, felídeos não-domésticos.

 

 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 239-245, 2003

 

Título: Imunodeficiência associada com infecções múltiplas concorrentes em gato de pallas (Otocolobus manul) mantido em cativeiro.

Autores: Cornelia J. Ketz-Riley, D.V.M., Jerry W. Ritchey, D.V.M., Dipl. A.C.V.P., John P. Hoover, D.V.M., Dipl. A.C.V.I.M., Calvin M. Johnson, D.V.M., Ph.D. e Michael T. Barrie, D.V.M.

Resumo: Cinco gatos de Pallas (Otocolobus manul) neonatos do “Oklahoma City Zoo” morreram de toxoplasmose com infeção concorrente por Herpesvírus. Estas infeções múltiplas sugeriram quadro de imunodeficiência, talvez causado por infeção concorrente pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV); portanto, amostras de sangue foram colhidas para sorologia, eletroforese de proteína sérica, ensaios de proliferação de linfócitos e análise de citocinas por transcriptase reversa – PCR competitivo quantitativo (RT-qcPCR). Os dados obtidos foram comparados com aqueles oriundos de gatos domésticos controle e infectados por FIV. Ainda, culturas de células mononucleares de sangue periférico foram propagadas para detectar FIV tanto por RT-qcPCR quanto por detecção da atividade de transcriptase reversa. Eletroforese de proteína sérica mostrou que 4 de 6 gatos de Pallas tinham globulinas alfa2 aumentadas. No mínimo 2 gatos de Pallas tinham diminuídas a resposta linfoproliferativa à mitógeno e todos os 3 animais testados exibiram  expressão defeituosa do gene da interleucina 12. Embora estes achados clínicos e laboratoriais sugiram uma síndrome de imunodeficiência, infeção por FIV não pôde ser confirmada. Com base nos resultados repetidos dos testes sangüíneos, pôde ser concluído que problemas sistêmico, nutricional ou metabólico provavelmente não contribuíram para o desenvolvimento do síndrome. Investigações futuras de outras possíveis causas de imunodeficiências nesta população, incluindo um possível componente genético, são necessárias.

Palavras-Chaves: Imunodeficiência, Gato de Pallas, Otocolobus manul, toxoplasmose, Herpesvírus felino, RT-qcPCR.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 246-249, 2003

 

Título: Soroprevalência de Neospora caninum  e Toxoplasmose gondii  em felídeos não-domésticos mantidos em cativeiro e de vida livre nos Estados Unidos.

Autores: Jennifer A. Spencer, Ph.D., Michael J. Higginbotham, D.V.M. e Byron L. Blagburn, Ph.D.

Resumo: Sete amostras de soro de 101 amostras de felídeos não-domésticos mantidos em cativeiro e de vida livre dos Estados Unidos foram positivos para anticorpos anti-Neosposra caninum em testes de imunofluorescência indireta, enquanto 44 amostras foram positivas para anticorpos anti-Toxoplasma gondii. Embora nenhum dos animais mantidos em cativeiro apresentassem sinais clínicos de doença, felídeos não-domésticos nos Estados Unidos têm sido expostos, e estão provavelmente infectados, com N. caninum e T. gondii. Isto pode ter sérias implicações para jardins zoológicos que exibem animais susceptíveis, tais como cangurus, perto de felídeos.

Palavras-Chaves: Neospora caninum, Toxoplasma gondii,  felídeos, protozoários, anticorpos.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 250-255, 2003

 

Título: Plasmodium juxtanucleare associado com mortalidade em pingüins de pata preta (Spheniscus demersus) admitidos em um centro de reabilitação.

Autores: K. Christiana Grim, D.V.M., Estelle Van der Merwe, Margery Sullivan, B.A., Nola Parsons, B.V.Sc., Thomas F. McCutchan, Ph.D. e Michael Cranfield, D.V.M.

Resumo: Cinco pingüins de pata preta (Spheniscus demersus) admitidos junto ao “Southern African Foundation for the Conservation of Coastal Birds”, na Cidade do Cabo, África do Sul, morreram de malária. Evidências de malária como a causa de morte incluíram sinais clínicos “antemortem”, parasitemia, esplenomegalia, edema pulmonar e a presença histologicamente visível de esquizontes no sistema  reticuloendotelial. Exames de PCR demonstraram a existência de pequenas subunidades de gene ribossômico de ácido ribonuclêico malárico em amostras de sangue de todas as aves. Uma região espécie-específica variável deste gene foi comparada com a mesma região de genes de outros organismos maláricos conhecidos de aves, estabelecendo o envolvimento de Plasmodium juxtanucleare.

Palavras-Chaves: malária aviária, Plasmodium juxtanucleare, pingüim de pata preta, Spheniscus demersus, PCR.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 256-261, 2003

 

Título: Evidência de infecção por Brucella sp. em mamíferos marinhos encalhados ao longo da costa  sudeste da Nova Inglaterra.

Autores: Jennifer Maratea, M.S., Darla R. Ewalt, M.S., Salvatore Frasca, Jr., V.M.D., Ph.D., Dipl. A.C.V.P., J. Lawrence Dunn, V.M.D., Sylvain De Guise, D.M.V., Ph.D., Lech Szkudlarek, D.V.M., David J. St. Aubin, Ph.D. e Richard A. French, D.V.M., M.S., Ph.D.

Resumo: Após recentes isolamentos de Brucella sp. em pinípedes e cetáceos, uma pesquisa foi iniciada para investigar a prevalência de infeções por Brucella sp. e a evidência sorológica da exposição de mamíferos marinhos encalhados ao longo da costa de Connecticut e Rhode Island. Cento e dezenove amostras de soro de 4 espécies de cetáceos e 4 espécies de pinípedes foram colhidas de 1985 a 2000 e testadas para anticorpos anti-Brucella sp., usando o “card test”, o teste de rivanol e o teste de antígeno em placa acidificada tamponada. Ainda, 20 dos animais foram necropsiados entre 1998 e 2000, sendo que vísceras e tecidos linfóides foram cultivados para Brucella sp. Três de 21 (14%) “harbor seals” (Phoca vitulina) e quatro de 53 (8%) “harp seals” (Phoca groelandica) eram soropositivas. Brucella sp. foi isolada de duas de quatro (50%) “harbor seals” e três de nove (33%) “harp seals”. Dos cinco animais com culturas positivas, dois eram soropositivos e 3 soronegativos. Brucella sp. foi mais freqüentemente cultivada a partir dos pulmões e linfonodos axilar, inguinal e pré-escapular. Os tecidos dos quais Brucella sp foi isolada não apresentaram quaisquer alterações macro ou histopatológica. Estes resultados indicam que mamíferos marinhos encalhados ao longo da costa sudeste da Nova Inglaterra podem estar expostos e infectados com Brucella sp.

Palavras Chaves: Phoca vitulina, Brucella sp., Phoca groelandica, foca, mamífero marinho, encalhe.

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 262 –268, 2003

 

 

Título: Sensibilidade à antibióticos e caracterização bioquímica de Fusobacterium spp e Arcanobacterium pyogenes isolados de cervos-da-cauda branca (Odocoileus virginianus), apresentando necrobacilose e mantidos em cativeiro.

Autores: Manuel Chirino-Trejo, D.V.M., M.Sc., Ph.D., Murray R. Woodbury, D.V.M., M.Sc. e Fei Huang, M.D.

Resumo: Foram realizadas culturas bacterianas de 32 exemplares, vivos ou mortos, de cervos-da-cauda branca (Odocoileus virginianus), mantidos cativos em fazendas e apresentando necrobacilose. Foram isolados Fusobacterium necrophorum em nove, F. varium em seis e Arcanobacterium pyogenes em 16 indivíduos.Os isolamentos foram caracterizados bioquímicamente utilizando-se sistemas automáticos de identificação. Esfregaços corados pelo métdodo de Gram sugeriram a presença de Fusobacterium spp em oito casos nos quais não houve crescimento de organismos. A determinaçõe da concentração inibitória mínima em 23 cepas de bactérias anaeróbicas gram-negativas detectou resistência a enrofloxacina e a clindamicina. Resistência a enrofloxacina foi detectada em culturas de A. pyogenes e, embora o perfil bioquímico tenha indicado que as cepas de A. pyogenes dos cervos possam ser agrupadas, é incerto o quanto estas características bioquímicas se correlacionam com fatôres de virulência ou antigênicos. Vacinas específicas de cervídeos ou autógenas podem prover uma alternativa útil às vacinas genéricas. 

Palavras-chave: Cervo-da-cauda branca, Odocoileus virginianus, necrobacilose, Fusobacterium, Arcanobacterium, resistência a antibióticos. 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 269 – 273, 2003

 

Título: Comparação entre as anestesias com etorfina–detomidina e medetomidina–cetamina, em addax (Addax nasomaculatus) cativos. 

Autores: Timothy J. Portas, B.V.Sc., M.A.C.V.Sc., Michael J. Lynch, B.V.Sc., M.V.S. e Larry Vogelnest, B.V.Sc., M.V.S.  

Resumo: Trinta e cinco procedimentos anestésicos envolvendo 15 exemplares cativos de addax (Addax nasomaculatus), foram realizados entre agosto de 1998 e fevereiro de 2002, usando a combinação etorfina (33,7 ± 7,9 mg/kg) e detomidina (21,9 ± 4,6 mg/kg) ou a combinação de medetomidina (57,4 ± 8,6 mg/kg) e cetamina (1,22 ± 0,3 mg/kg), com ou sem suplementação injetável ou agentes anestésicos inalatórios. A anestesia com etorfina-detomidina foi antagonizada com diprenorfina (107,1 ± 16,4 mg/kg) e atipamezole (100,9 ± 42,4 mg/kg). A anestesia com medetomidina-cetamina foi antagonizada com atipamezole (245,3 ± 63,4 mg/kg). Os animais tornaram-se recumbentes em 5 minutos quando a combinação etorfina-detomidina foi usada e em 11 minutos quando utilizada a combinação medetomidina-cetamina. Ambas combinações foram adequadas para o uso como agentes imobilizantes primários, produzindo analgesia e contenção de curta duração. Bradicardia foi notada em ambas combinações. Mais investigações sobre os efeitos cardio-pulmonares de ambas combinações devem ser realizados.

Palavras-chave: Addax, Addax nasomaculatus, anestesia, medetomidina, cetamina, etorfina, detomidina.

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 274 –277, 2003 

 

Título: Análise parasitológica de sifaka (Propithecus verreauxi verreauxi) em Beza Mahafaly, Madagascar.

Autores: Michael P. Muehlenbein, Ms.P.H., Marion Schwartz, M.A. e Alison Richard, Ph.D. 

Resumo: Um levantamento parasitológico, do tipo seccional-cruzado (cross-section), de uma população em vida livre de sifakas (Propithecus verreauxi verreauxi), foi conduzido na Reserva Especial de Beza Mahafaly no sudoeste de Madagascar. Foram colhidas noventa amostras fecais de trinta sifakas de ambos os sexos, com idade variando de 1 a 30 anos, sendo então preservadas em formalina e alcool polivinílico e examinadas com uso das técnicas de flutuação em sulfato de zinco e sedimentação em formalina-etilacetato. Não foram encontrados parasitas intestinais, possívelmente porque os sifakas possuem hábitos arbóreos em uma região sêca com pouco contacto humano. Baixos índices de parasitismo podem ter contribuído para a  evolução de idade mais tardia para o início da função reprodutiva e maior longevidade reprodutiva por massa corporal, quando comparado com outros mamíferos placentários.

Palavras-chave: Sifaka, Propithecus verreauxi verreauxi, Madagascar, parasitas intestinais.  

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 278 –283, 2003 

 

Título: Hematologia, química plasmática, sorologia e prevalência de Chlamydophila em albatroz (Phoebastria irrorata) nas Ilhas Galápagos.

Autores: Luis R. Padilha, D.V.M., Kathryn P. Huyvaert, M.S., Jane Merkel, L.V.T., Eric Miller, D.V.M., Dipl. A.C.Z.M. e Patricia G. Parker, Ph.D.

Resumo: Foram realizadas venopunturas em 50 exemplares adultos de albatroz (Phoebastria irrorata) de vida livre , em Española, Ilhas Galápagos, Ecuador, com a finalidade de se estabelecer valôres de referência hematológicos, de bioquímica plasmática e determinar a prevalência da exposição a importantes patógenos de aves domésticas. Pêsos e atividade da creatina fosfoquinase diferiram significativamente entre machos e fêmeas. Foram testados sorológicamente para para evidenciar a exposição a influenza aviar, paramixovírus aviares 1,2 e 3, cólera aviar, adenivírus grupos 1e2, encéfalomielite aviar, doença de Marek, doença infecciosa da bursa e vírus da bronquite infecciosa (cepas Connecticut e Massachusetts). Das 44 aves, 29 (66%) sororeagiram ao adenovírus grupo 1 e quatro sororeagiram para encéfalomielite aviar. Pesquisa cloacal com “swabs” foram negativas para  DNA de Chlamydophila psittaci.

Palavras-chave: Albatroz , Phoebastria irrorata, hematologia, química plasmática, sorologia, Chlamydophila psittaci

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 284 –286, 2003 

 

Título: Remoção de lentes intracapsulares em cavalo selvagem de Przewalski (Equus caballus przewalskii). 

Autores: David E. Kenny, V.M.D., Steven J. Dugan, D.V.M., M.S., Dipl. A.C.V.O., Felícia Knightly, D.V.M. e Jeffery Baier, D.V.M.

Resumo: Um exemplar fêmea de cavalo selvagem de Przewalski (Equus caballus przewalskii), com 11,5 anos de idade, apresentou blefarite unilateral com drenagem no olho esquerdo. A córnea esquerda não estava ulcerada e a avaliação intraocular foi impedida por um severo edema corneal. O olho esquerdo pareceu responder positivamente ao tratamento com anti-inflamatórios e agentes midriáticos tópicos. Durante os 2 anos subseqüentes, ocorreram episódios menores de epífora no olho esquerdo. A descarga então aumentou e uma luxação da lente foi notada durante um exame realizado por um veterinário oftálmologista, como parte do exame clínico pré-embarque. Inicialmente, a lente estava localizada no compartimento anterior, sendo que na ocasião da cirurgia, localizava-se no compartimento vítreo, complicando a extração intracapsular. Após a remoção bem sucedida da lente, o cavalo foi transferido para uma nova instituição sem incidentes, aonde ele parece ter se adaptado bem a sua provável perda de visão no olho esquerdo. Nenhum episódio de uveíte, edema corneal ou epífora foi reportado desde então e o cavalo reproduziu-se com sucesso nesta nova instituição. 

Palavras-chave: Luxação de lente, extração de lente intracapsular, cavalo selvagem de Przewalski, Equus caballus przewalskii. 

 

 

 

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 287 –291, 2003  

 

Título: Hipotireoidismo em lince (Lynx canadensis) adulto.  

Autores: Leah L. Greer, D.V.M., Mitchell Troutman, D.V.M., Malcolm D. McCraken, D.V.M., Dipl. A.C.V.P. e Edward C. Ramsay, D.V.M., Dipl. A.C.Z.M. 

Resumo: Uma fêmea de lince (Lynx canadensis), com 19 anos de idade, apresentou quadro agudo de anorexia e relutância em se mover. Exames físico, radiográfico, hematológico e bioquímico sérico evidenciaram falência renal, gastrite urêmica presuntiva, doença crônica do disco intravertebral em T13 – L1 e níveis marcadamente baixos de tiroxina total (1,54 nmol/L) e triiodotironina total (0,55 nmol/L).Vinte e cicno horas após dar entrada, o lince exibiu nistagmo horizontal, que tem sido sugerido como um sinal clínico associado ao hipotireoidismo em cães domésticos. O lince foi eutanasiado devido ao prognóstico pobre e a problemas com a manutenção médica relacionada ao quadro de falência renal crônica. O exame necroscópico substânciou que o lince apresentava hipotireoidismo verdadeiro com 60-90% da glândula tireóide substituída por tecido adiposo. Embora o acometimento de hipotireiodismo em felinos adultos possa ter baixa incidência, deve ainda ser considerado como a causa de sinais não específicos de doença em gatos, tanto quanto, de sinais sugestivos de hipotireoidismo. A monitorização rotineira dos níveis basais de hormônios tireioidianos em felinos exóticos, durante toda a sua vida, ajudariam a identificar valôres normais e a diagnosticar uma doença em potencial que apresenta sinais clínicos obscuros.

Palavras-chave: Lince, Lynx canadensis, hipotereoidismo, nistagmo, felino, endócrino

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 292 –295, 2003  

 

Título: Tratamento de abcesso plantar em elefante asiático (Elephas maximus) utilizando perfusão intravenosa regional digital.

Autores: Florence Ollivet-Courtois, D.V.M., Alexis Lécu, D.V.M., Rebecca A.

Yates, D.V.M. e Lucy H. Spelman, D.V.M., Dipl. A.C..Z..M. 

Resumo: Perfusão intravenosa digital regional foi utilizada para tratar de um severo abcesso plantar associado com a presença de corpo estranho de arame em uma fêmea de elefante asiático (Elephas maximus), com 19 anos de idade, mantida no Zoológico de Paris. O animal deu entrada apresentando claudicação aguda no membro torácico direito, com inchaço que persistiu apesar dos 4 dias de terapia anti-inflamatória. Sob anestesia, foi extraído um arame com 10 X 0,5 X 0,5 cm da face plantar do membro toráxuco direito. Havia um abcesso encapsulado com 2 cm de profundidade e 7 cm de diâmetro, que debridado subseqëntemente. Perfusão intravenosa regional digital foi realizada e repetida após 15 dias, utilizando cefoxitina e gentamicina em ambas ocasiões. Entre os tratamentos, a fêmea recebeu trimetoprim-sulfametoxazole e fenilbutazona por via oral. Dois dias após a anestesia e o primeiro tratamento com perfusão, a claudicação regrediu dramáticamente. Quando a fenilbutazona foi descontinuada, 1 semana após o primeiro tratamento, a claudicação havia desaparecido completamente. No segundo tratamento, não havia mais evidência de lesão em tecidos moles e o abcesso estava resolvido.

Palavras-chave: Elefante asiático, Elephas maximus, face plantar, abcesso, perfusão intravenosa regional digital 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 296 – 301, 2003  

 

Título: Terceira descrição de “doença da bola de golfe” em um boto amazônico (Inia geoffrensis), associado com Streptococcus iniae.  

Autores: Christopher J. Bonar, V.M.D. e Robert A.Wagner, V.M.D.

Resumo: Um exemplar de boto amazônico (Inia geoffrensis) desenvolveu uma síndrome deramatológica caracterizada pela ocorrência abcessos sub-cutâneos nodulares e de crescimento lento. Biópsias iniciais, culturas e análises citológicas de aspirado dos abcessos, indicaram esteatite com provável infecção secundária por bactérias gram negativas. O tratamento com suplementação de vitamina E na dieta e antibióticos de amplo espectro, proporcionaram uma melhora mínima. Culturas subseqüentes, revelaram a presença de Streptococcus iniae, além de diversas bactérias gram negativas. Um manejo cirúrgico vigoroso dos abcessos, incluindo lancetagem, debridação e irrigação, associados a terapia antimicrobiana específica para Streptococcus e organismos gram negativos, aliados a melhoria da dieta do animal e da qualidade da água do ambiente, levaram a uma recuperação gradual.  Quando o animal estava doente, ele demonstrou um leucograma inflamatório e uremia transitória.  Streptococcus iniae é um patógeno sério na aquacultura tanto para peixes como para o homem e deve ser incluído no diagnóstico diferencial  nas dermatopatias crônicas em botos. Terapia antimicrobiana específica, excelente qualidade de água, manejo cirúrgico dos abcessos e adesão a protocolos sanitários, devem ser observados em casos suspeitos de infecção por S. iniae em botos.

Palavras-chave: Boto, Inia geoffrensis, Streptococcus iniae. 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 302-306, 2003

 

Título:Adenocarcinoma de vesícula biliar em dois leões africanos (Panthera leo) mantidos em cativeiro.

Autores: Hiroki Sakai, D.V.M., Ph.D., Tokuma Yanai, D.V.M., Ph.D., Kayoko Yonemaru, D.V.M., Akihiro Hirata, D.V.M. e Toshiaki Masegi, D.V.M., Ph.D.

Resumo: Adenocarcinomas de vesícula biliar em dois leões africanos (Panthera leo), um macho de 18 anos de idade e uma fêmea de 17 anos de idade, são descritos neste relato. Macroscopicamente, ambos leões tinham hemoperitôneo com espessamento e esclerose das paredes da vesícula biliar. Histopatologicamente, o tumor do macho era bem diferenciado enquanto o tumor da fêmea era pobremente diferenciado com células gigantes multinucleadas. Ambos os tumores eram altamente invasivos e envolviam a serosa da vesícula biliar. O macho também tinha um tumor no fígado, e o tumor da  fêmea tinha disseminado-se para as superfícies serosas dos órgãos  abdominais. Em ambos os casos, nos ensaios imunoistoquímicos o citoplasma das células neoplásicas coraram difusamente para citoqueratina AE-1/AE-3 e citoqueratina 7, e de forma granular para lisosima.

 

 

Palavras Chaves: Carcinoma de vesícula biliar, Panthera leo, neoplasia, leão africano, patologia.

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 307 – 308, 2003  

 

Título: Indução anestésica de tigres (Panthera tigris) mantidos em cativeiro, com o uso da combinação medetomidina – cetamina.

Autores: Michele Miller, D.V.M., Ph.D., Martha Weber, D.V.M., Donald Neiffer, V.M.D., Barbara Mangold, D.V.M., Deidre Fontenot, D.V.M. e Mark Stetter, D.V.M., Dipl. A.C..Z..M. 

Resumo: Seis exemplares fêmeas, adultas, de tigre (Panthera tigris) foram anestesiadas repetidamente para execução de procedimentos médcios eletivos, utilizando-se 3 mg de medetomidina e 200 mg de cetamina, I.M. As induções foram rápidas e tranqüilas, embora tenha sido necessária suplementação de cetamina para o transporte seguro após a indução, em 6 dos 17 procedimentos. A reversão da sedação induzida pela medetomidina com 15 mg de atipamezole I.M., realizada em 59 – 232 minutos após a indução, resultou em recuperações tranqüilas e rápidas.

Palavras-chave:  Tigre, medetomidina, cetamina, Panthera tigris, anestesia.  

 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 309-313, 2003.

 

Título: Lesões macro e microscópicas de poliencefalomalácia em uma lhama (Lama glama).

Autores: Matti Kiupel, D.V.M., Ph.D., Dipl. A.C.V.P., William VanAlstine, D.V.M., Ph.D., Dipl. A.C.V.P. e Clayton Chilcoat, D.V.M.

Resumo: Uma lhama (lama glama) fêmea de 14 semana de idade desenvolveu doença neurológica progressiva caracterizada por andar em círculos e convulsões. À necrópsia as lesões estavam limitadas ao cérebro e consistiam de necrose bilateral da substância cinzenta dos lobos occiptais do córtex cerebral. A alteração microscópica primária era necrose cerebrocortical laminar bilateral, afetando principalmente as lâminas profundas. Tanto a doença clínica, assim como as alterações macro e microscópicas eram consistentes com aquelas da poliencefalomalácia.

Palavras chaves: Lama glama, poliencefalomalácia, lhama, necrose cerebrocortical laminar.b 

 

Journal of Zoo and Wildlife Medicine 34(3): 314 – 316, 2003

 

Título: Uso efetivo de chá para limitar a disponibilidade de ferro na dieta para estorninhos (Sturnus vulgaris).    

Autores: Bob Seibels, B.A., Nadine Lamberski, D.V.M., Christopher R. Gregory, D.V.M., Ph.D., Kerri Slifka, M.S. e Ann E. Hagerman, Ph.D.  

Resumo: Estorninhos (Sturnus vulgaris) capturados em vida livre, foram alimentados com uma dieta enriquecida em ferro, com e sem suplementação com fôlhas de chá preto, para determinar o quanto o tanino derivado das fôlhas de chá iriam previnir a absorção intestinal de ferro. Biópsias hepáticas foram obtidas para determinar as concentrações de ferro hepático pela espectroscopia de absorção atômica. As concentrações hepáticas de ferro aumentaram significantemente (p= 0,04 ) em 21 aves que consumiram apenas a dieta enriquecida com ferro por 6 meses, mas não nas 20 outras aves que ingeriram a dieta enriquecida com ferro suplementadas com as fôlhas de chá pelo mesmo período de tempo. 

Palavras-chave: Sturnus vulgaris, hemosiderose, fígado, tanino, chá, ferro

 

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